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Quais os principais medicamentos para tratamento de disfunção Eretil?

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A disfunção erétil afeta milhões de homens no Brasil e no mundo, mas ainda é cercada de silêncio, desinformação e automedicação. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, estima-se que mais de 50% dos homens acima de 40 anos já experimentaram algum grau de dificuldade para obter ou manter uma ereção satisfatória.

O problema, porém, tem solução na maior parte dos casos. Hoje, a medicina dispõe de uma gama robusta de medicamentos aprovados, com eficácia comprovada e perfis de segurança bem estabelecidos, que permitem ao urologista escolher a melhor abordagem para cada paciente, de acordo com suas condições clínicas, preferências e estilo de vida.

O que é disfunção erétil e por que o tratamento médico é indispensável

A disfunção erétil é definida como a incapacidade persistente de atingir ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Ela pode ter origem vascular, neurológica, hormonal, psicogênica ou multifatorial, o que torna a avaliação médica indispensável antes de qualquer tratamento.

A automedicação, além de ineficaz em muitos casos, pode mascarar doenças subjacentes graves, como diabetes, hipertensão, aterosclerose e hipogonadismo, que frequentemente se manifestam primeiro como disfunção erétil. Por isso, a consulta com um urologista é o ponto de partida obrigatório.

medicamentos para tratamento de disfunção Eretil
Foto Ilustrativa

Como funcionam os medicamentos para disfunção erétil?

A maioria dos medicamentos de primeira linha para disfunção erétil pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iPDE5). Esses fármacos atuam bloqueando a enzima PDE5, responsável pela degradação do GMP cíclico, uma molécula que relaxa a musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis, permitindo o aumento do fluxo sanguíneo e, consequentemente, a ereção.

É fundamental compreender que esses medicamentos não causam ereção por si só. Eles potencializam a resposta ao estímulo sexual natural, ou seja, a estimulação ainda é necessária para que o efeito ocorra.

Principais medicamentos para disfunção Eretil disponíveis no Brasil

1. Sildenafila (Viagra e genéricos)

A sildenafila foi o primeiro iPDE5 aprovado no mundo, em 1998, e permanece como o medicamento mais prescrito para disfunção erétil. Disponível em doses de 25 mg, 50 mg e 100 mg, tem início de ação entre 30 e 60 minutos após a ingestão e duração de efeito de aproximadamente 4 a 6 horas.

Pontos de atenção:

  • Deve ser tomada em jejum ou com refeição leve, pois alimentos gordurosos retardam a absorção
  • Pode causar rubor facial, cefaleia, congestão nasal e alterações transitórias na visão de cores
  • É contraindicada com nitratos (usados para angina) pelo risco de hipotensão grave
  • Disponível em versão genérica no Brasil, com custo acessível

2. Tadalafila (Cialis e genéricos)

A tadalafila é conhecida como o “iPDE5 de longa duração”, com efeito que pode durar até 36 horas, o que lhe rendeu o apelido de “pílula do fim de semana”. Disponível nas doses de 5 mg, 10 mg e 20 mg, permite maior espontaneidade nas relações sexuais.

A dose de 5 mg ao dia (uso contínuo) é aprovada tanto para disfunção erétil quanto para sintomas do trato urinário inferior associados à hiperplasia prostática benigna, tornando-a uma opção especialmente interessante para homens com as duas condições.

Pontos de atenção:

  • Pode ser tomada com ou sem alimentos
  • Efeitos adversos incluem dor lombar, mialgia e cefaleia
  • Também contraindicada com nitratos

3. Vardenafila (Levitra)

A vardenafila tem perfil semelhante à sildenafila, com início de ação em torno de 25 a 60 minutos e duração de 4 a 5 horas. Está disponível nas doses de 5 mg, 10 mg e 20 mg.

É considerada uma boa alternativa para pacientes que não responderam adequadamente à sildenafila ou que apresentaram efeitos adversos mais intensos com ela.

Pontos de atenção:

  • Alimentos ricos em gordura podem reduzir sua absorção
  • Pode prolongar o intervalo QT no eletrocardiograma, exigindo cautela em pacientes com arritmias

4. Avanafila (Stendra/Spedra)

A avanafila é o iPDE5 mais recente aprovado, com início de ação mais rápido, podendo agir em apenas 15 minutos em alguns pacientes. Tem duração de aproximadamente 6 horas e apresenta menor incidência de efeitos adversos relacionados à visão e à congestão nasal.

Disponível nas doses de 100 mg e 200 mg, ainda tem menor disponibilidade no mercado brasileiro em comparação aos demais.

Tabela comparativa dos principais iPDE5

Medicamento Início de ação Duração Doses disponíveis Uso com alimentos
Sildenafila 30 a 60 min 4 a 6 horas 25, 50, 100 mg Refeição leve
Tadalafila 30 a 45 min Até 36 horas 5, 10, 20 mg Sem restrição
Vardenafila 25 a 60 min 4 a 5 horas 5, 10, 20 mg Refeição leve
Avanafila 15 a 30 min Até 6 horas 100, 200 mg Sem restrição

Outros medicamentos e abordagens farmacológicas

Quando os iPDE5 não são eficazes ou são contraindicados, o urologista pode recorrer a outras opções terapêuticas.

Alprostadil (injeção intracavernosa ou supositório uretral)

O alprostadil é uma prostaglandina E1 que age diretamente nos vasos do pênis, promovendo ereção independentemente do estímulo sexual. Pode ser administrado por injeção diretamente nos corpos cavernosos (Caverject) ou por supositório uretral (MUSE).

É indicado principalmente quando:

  • Os iPDE5 não produziram resposta satisfatória
  • Existe contraindicação ao uso oral
  • O paciente passou por prostatectomia radical

Requer treinamento adequado e acompanhamento médico regular.

Testosterona

Em casos de disfunção erétil associada a hipogonadismo confirmado laboratorialmente, a reposição de testosterona pode ser parte essencial do tratamento, seja isoladamente ou em combinação com iPDE5.

A testosterona não é indicada como tratamento de disfunção erétil em homens com níveis hormonais normais.

Medicamentos em desenvolvimento e novas aprovações

A pesquisa farmacológica para disfunção erétil avança continuamente. Entre as abordagens mais estudadas atualmente estão:

  • Inibidores da Rho-quinase: atuam em mecanismos independentes do óxido nítrico
  • Peptídeos vasoativos combinados: utilizados em fórmulas magistrais injetáveis
  • Terapias regenerativas: uso de células-tronco e plasma rico em plaquetas (PRP), ainda em fase de estudos clínicos no Brasil

Fatores que influenciam a escolha do medicamento

O urologista considera uma série de variáveis ao prescrever o tratamento mais adequado:

  • Causa da disfunção erétil: vascular, neurológica, hormonal ou psicogênica
  • Comorbidades: diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou hepática
  • Medicamentos em uso: especialmente nitratos, anti-hipertensivos e antifúngicos que alteram o metabolismo dos iPDE5
  • Frequência das relações sexuais: pacientes com vida sexual mais frequente se beneficiam da tadalafila diária
  • Preferências do paciente: tempo de ação, duração e tolerabilidade individual

O que esperar do tratamento

A taxa de sucesso dos iPDE5 em estudos clínicos varia entre 65% e 85%, dependendo da causa e da gravidade da disfunção erétil. Pacientes com disfunção de causa psicogênica tendem a apresentar melhores respostas, enquanto aqueles com lesão neurológica ou vascular grave podem necessitar de abordagens combinadas.

É comum que seja necessário ajuste de dose ou troca de medicamento até encontrar a opção ideal para cada paciente. O acompanhamento contínuo com o urologista é parte fundamental desse processo.

Quando o medicamento não é suficiente

Em casos de disfunção erétil grave, com falha em múltiplas tentativas farmacológicas, o urologista pode indicar o implante de prótese peniana, considerado o tratamento definitivo para casos refratários. Trata-se de uma cirurgia urológica com alta taxa de satisfação entre os pacientes, com índices superiores a 90% relatados na literatura científica.

O tratamento da disfunção erétil é uma área da urologia que exige avaliação individualizada, conhecimento técnico aprofundado e acompanhamento contínuo.

A escolha do medicamento mais adequado depende de fatores clínicos, laboratoriais e das preferências do paciente, e somente um urologista experiente está habilitado a conduzir esse processo com segurança e precisão.

O Dr. Julliano Guimarães, especialista em urologia, oferece avaliação completa e tratamento baseado em evidências científicas atualizadas, garantindo ao paciente uma abordagem ética, responsável e tecnicamente fundamentada.

Consultar um especialista qualificado não é apenas uma escolha sensata: é o primeiro e mais importante passo para recuperar a qualidade de vida com segurança.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre disfunção erétil

O que causa a disfunção erétil?

As causas mais comuns são vasculares, como hipertensão e aterosclerose, além de diabetes, distúrbios hormonais, fatores psicológicos e uso de certos medicamentos.

Com que idade a disfunção erétil pode começar?

Pode ocorrer em qualquer idade, mas a prevalência aumenta progressivamente a partir dos 40 anos.

Preciso de receita médica para comprar sildenafila?

Sim. A sildenafila e todos os iPDE5 exigem prescrição médica no Brasil.

Viagra e sildenafila são a mesma coisa?

Sim. O Viagra é a marca original e a sildenafila é o princípio ativo presente também nos medicamentos genéricos.

Posso tomar sildenafila todos os dias?

O uso diário de sildenafila não é o padrão recomendado. Para uso contínuo, a tadalafila 5 mg é a opção aprovada e mais indicada.

Quanto tempo leva para o Cialis fazer efeito?

A tadalafila começa a agir entre 30 e 45 minutos após a ingestão, com duração de até 36 horas.

Os medicamentos para disfunção erétil aumentam o desejo sexual?

Não. Eles facilitam a ereção diante de estímulo sexual, mas não aumentam a libido.

É seguro tomar esses medicamentos com álcool?

O álcool pode potencializar efeitos adversos como tontura e hipotensão. O consumo deve ser moderado ou evitado.

Homens com pressão alta podem usar iPDE5?

Em geral sim, com orientação médica, desde que não usem nitratos. A avaliação cardiovascular é indispensável.

Disfunção erétil pode indicar doença cardíaca?

Sim. Ela pode ser um sinal precoce de doença cardiovascular, especialmente em homens jovens sem causa óbvia.

Existe cura definitiva para a disfunção erétil?

Depende da causa. Quando relacionada a fatores reversíveis, como obesidade ou uso de medicamentos, pode ser resolvida com o tratamento da causa base.

Suplementos naturais funcionam para disfunção erétil?

Não há evidências científicas robustas que comprovem a eficácia de suplementos naturais para essa condição.

O estresse pode causar disfunção erétil?

Sim. O estresse, a ansiedade e a depressão são causas importantes de disfunção erétil de origem psicogênica.

A disfunção erétil tem relação com o tamanho do pênis?

Não. A disfunção erétil é uma condição funcional e não está relacionada a características anatômicas.

Posso partir o comprimido de sildenafila ao meio?

Sim, desde que o comprimido não seja revestido com película especial. Sempre confirme com o médico ou farmacêutico.

Homens jovens podem ter disfunção erétil?

Sim. Em jovens, as causas psicogênicas são as mais frequentes, mas causas orgânicas também devem ser investigadas.

A disfunção erétil pode afetar a fertilidade?

A disfunção erétil em si não afeta a produção de espermatozoides, mas pode dificultar a concepção natural.

Existe diferença entre genérico e original na prática?

O princípio ativo é o mesmo, com bioequivalência comprovada pela Anvisa. A eficácia clínica deve ser equivalente.

Posso usar dois medicamentos para disfunção erétil ao mesmo tempo?

Não. A combinação de iPDE5 não é recomendada e aumenta o risco de efeitos adversos graves.

Quanto tempo devo usar o medicamento antes de desistir?

O urologista recomenda geralmente de 6 a 8 tentativas com dose adequada antes de considerar a troca ou associação de tratamentos.

Revisado pelo: Médico Urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM129.290 

Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista)

Para avaliação presencial e orientação individualizada sobre procedimentos e cuidados, o atendimento ocorre em consultório em São Paulo:

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421 - sala 314
Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01401-001

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação clínica.

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Médico urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM 129.290

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