índice
- 1 O que é a terapia de ondas de choque para disfunção erétil?
- 2 Como as ondas de choque atuam no organismo
- 3 O plano de saúde cobre o tratamento de ondas de choque peniana?
- 4 Quantas sessões são necessárias?
- 5 Para quem o tratamento é indicado
- 6 Quem não deve realizar o procedimento
- 7 Eficácia comprovada: o que os estudos científicos mostram sobre o tratamento
- 8 Novidades e atualizações sobre o tratamento
- 9 Comparação com outros tratamentos para disfunção erétil
- 10 Como escolher uma clínica e um profissional qualificado
- 11 FAQ: perguntas frequentes sobre a terapia de ondas de choque para disfunção erétil
- 11.1 A terapia de ondas de choque dói?
- 11.2 Quantas sessões são suficientes para ver resultado?
- 11.3 O resultado é permanente?
- 11.4 Homens jovens podem fazer o tratamento?
- 11.5 É possível combinar as ondas de choque com medicamentos como o viagra?
- 11.6 Qual é a duração de cada sessão de ondas de choque?
- 11.7 É necessário fazer exames antes de iniciar o tratamento?
- 11.8 A terapia funciona para disfunção erétil causada por diabetes?
- 11.9 Existe risco de efeitos colaterais graves?
- 11.10 Posso trabalhar normalmente no mesmo dia da sessão?
- 11.11 A terapia de ondas de choque trata também a curvatura peniana (Peyronie)?
- 11.12 É possível realizar o tratamento em clínicas de fisioterapia?
- 11.13 O tratamento é indicado para homens com prótese peniana?
- 11.14 Há diferença entre os aparelhos usados pelas clínicas?
- 11.15 Quantas vezes o tratamento pode ser repetido ao longo da vida?
- 11.16 A terapia melhora o tamanho do pênis?
- 11.17 Homens sem disfunção erétil podem fazer o tratamento de forma preventiva?
- 11.18 A terapia de ondas de choque pode substituir completamente o uso de medicamentos?
- 11.19 Qual é a diferença entre ondas de choque focais e radiais para disfunção erétil?
- 11.20 O tratamento pode ser feito durante o uso de anticoagulantes?
O preço da terapia de ondas de choque para disfunção erétil varia entre R$ 1000 e R$ 1200 por sessão no Brasil, dependendo da cidade, da clínica e do protocolo adotado pelo especialista.
O tratamento completo, que geralmente envolve de seis a doze sessões. Apesar de parecer um investimento elevado à primeira vista, o procedimento vem ganhando espaço como uma das alternativas mais promissoras para homens que não respondem bem aos medicamentos orais ou que buscam uma solução mais duradoura e sem efeitos colaterais sistêmicos.
O que é a terapia de ondas de choque para disfunção erétil?
A terapia de ondas de choque de baixa intensidade, conhecida pela sigla LI-ESWT (do inglês Low-Intensity Extracorporeal Shock Wave Therapy), é um procedimento não invasivo que utiliza pulsos acústicos para estimular a neovascularização, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos no tecido peniano.
O objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo adequado ao pênis, tratando a causa vascular da disfunção erétil, e não apenas os sintomas.
O procedimento é realizado diretamente sobre o pênis com um aparelho de mão, sem necessidade de anestesia, incisão ou internação. Cada sessão dura em média de 15 a 20 minutos, e o paciente retorna às atividades normais imediatamente após.

Como as ondas de choque atuam no organismo
Quando os pulsos acústicos atingem o tecido peniano, eles desencadeiam uma série de reações celulares: estimulam a liberação de fatores de crescimento, promovem a angiogênese (formação de novos capilares) e ativam células-tronco locais.
Com o tempo, isso resulta em maior irrigação sanguínea, melhor resposta erétil espontânea e recuperação da funcionalidade dos corpos cavernosos.
É importante diferenciar esse equipamento das ondas de choque de alta intensidade, usadas para tratar cálculos renais. As de baixa intensidade são específicas para fins regenerativos e não causam danos ao tecido.
O que influencia o preço da sessão
- Localização da clínica: capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília praticam valores mais altos devido ao custo operacional elevado.
- Qualificação do profissional: urologistas com especialização em saúde sexual e experiência em disfunção erétil tendem a cobrar mais, porém oferecem maior segurança e precisão no protocolo.
- Equipamento utilizado: aparelhos certificados por agências regulatórias internacionais, como a CE europeia ou aprovação da FDA americana, têm custo de aquisição mais alto, o que se reflete no preço ao paciente.
- Número de pulsos por sessão: protocolos mais robustos, com maior quantidade de disparos, podem aumentar o valor individual da sessão.
- Pacote fechado ou sessões avulsas: clínicas frequentemente oferecem desconto para pacientes que fecham o protocolo completo antecipadamente.
O plano de saúde cobre o tratamento de ondas de choque peniana?
Atualmente, a grande maioria dos planos de saúde no Brasil não cobre a terapia de ondas de choque para disfunção erétil, pois o procedimento ainda não está incluído no Rol de Procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
O paciente geralmente arca com o custo de forma particular. Algumas clínicas oferecem parcelamento no cartão de crédito para facilitar o acesso ao tratamento.
Quantas sessões são necessárias?
O protocolo mais estudado e utilizado na literatura científica prevê seis sessões, realizadas em dias alternados ou uma vez por semana, ao longo de três a seis semanas. Em casos mais graves de disfunção erétil de origem vascular, o urologista pode indicar um protocolo estendido, com até doze sessões.
A resposta ao tratamento não é imediata. Os resultados mais expressivos costumam ser observados entre um e três meses após o término das sessões, à medida que a neovascularização se consolida e a função erétil melhora progressivamente.
Protocolo mais comum utilizado na prática clínica
Fase intensiva:
- Frequência: 2 sessões por semana
- Duração: 3 semanas consecutivas
Fase de manutenção (se indicada pelo médico):
- Frequência: 1 sessão por semana
- Duração: 3 semanas adicionais
Avaliação de resposta:
- Consulta de retorno com o urologista
- Realizada entre 4 e 8 semanas após o término das sessões
Para quem o tratamento é indicado
A terapia de ondas de choque é especialmente indicada para homens com disfunção erétil de origem vascular, que representa a causa mais comum da condição, sobretudo em pacientes com fatores de risco cardiovasculares, como:
- Diabetes mellitus
- Hipertensão arterial
- Dislipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados)
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Histórico de doença arterial periférica
Também pode ser indicada para pacientes que apresentam resposta insatisfatória aos inibidores da PDE-5 (como sildenafila, tadalafila e vardenafila) ou que desejam reduzir a dependência desses medicamentos.
Quem não deve realizar o procedimento
O tratamento é contraindicado ou deve ser avaliado com cautela em pacientes com:
- Tumores malignos na região pélvica ou peniana
- Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes
- Infecções ativas na área de aplicação
- Doença de Peyronie em fase inflamatória aguda
- Implante peniano já instalado
A avaliação individual por um urologista é indispensável antes de iniciar qualquer protocolo.
Eficácia comprovada: o que os estudos científicos mostram sobre o tratamento
A terapia de ondas de choque de baixa intensidade para disfunção erétil tem sido objeto de diversos ensaios clínicos nas últimas duas décadas.
Uma metanálise publicada no Journal of Sexual Medicine avaliou estudos com mais de mil pacientes e concluiu que o tratamento é superior ao placebo na melhora da função erétil, especialmente em homens com disfunção de grau leve a moderado.
A Associação Europeia de Urologia (EAU) inclui a LI-ESWT em suas diretrizes como opção terapêutica para disfunção erétil vasculogênica, com nível de evidência crescente. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) reconhece o procedimento como uma abordagem válida, embora recomende que seja sempre realizado por profissional habilitado e com equipamento certificado.
Resultados esperados por grau de disfunção erétil
| Grau da disfunção erétil | Taxa de melhora esperada |
|---|---|
| Leve (IIEF 17 a 21) | 70% a 85% dos pacientes relatam melhora significativa |
| Moderada (IIEF 11 a 16) | 50% a 70% dos pacientes respondem ao tratamento |
| Grave (IIEF abaixo de 11) | Resposta variável; pode ser associada a outras terapias |
IIEF: Índice Internacional de Função Erétil, questionário validado para avaliação da função sexual masculina.
Novidades e atualizações sobre o tratamento
O campo da medicina sexual avança rapidamente. Alguns dos destaques mais relevantes sobre a terapia de ondas de choque para disfunção erétil incluem:
- Protocolos combinados: estudos recentes avaliam a associação entre ondas de choque e injeções de plasma rico em plaquetas (PRP), com resultados promissores em pacientes refratários.
- Equipamentos de nova geração: aparelhos com tecnologia linear focalizada demonstram maior precisão na entrega dos pulsos ao tecido-alvo, potencialmente aumentando a eficácia do tratamento.
- Aplicação em pacientes pós-prostatectomia: ensaios clínicos investigam o uso das ondas de choque para reabilitação erétil em homens submetidos à cirurgia de próstata, com resultados iniciais positivos.
- Telemedicina e acompanhamento remoto: algumas clínicas passaram a integrar consultas de acompanhamento por telemedicina ao protocolo, facilitando o monitoramento dos resultados sem deslocamentos adicionais.
Comparação com outros tratamentos para disfunção erétil
| Tratamento | Invasividade | Durabilidade |
|---|---|---|
| Medicamentos orais (PDE-5) | Nenhuma | Temporária (por dose) |
| Ondas de choque (LI-ESWT) | Mínima | 12 a 24 meses ou mais |
| Injeção intracavernosa | Baixa | Temporária (por dose) |
| Prótese peniana | Alta (cirúrgica) | Permanente |
| PRP intracavernoso | Mínima | 12 a 18 meses |
Como escolher uma clínica e um profissional qualificado
Antes de iniciar o tratamento, o paciente deve verificar os seguintes pontos:
- Credenciais do profissional: o procedimento deve ser indicado e supervisionado por um urologista, preferencialmente com formação em medicina sexual ou andrologia.
- Certificação do equipamento: pergunte à clínica sobre a origem e a certificação do aparelho utilizado. Equipamentos com registro na Anvisa ou certificação CE oferecem mais segurança.
- Avaliação prévia completa: um especialista responsável realizará anamnese detalhada, solicitará exames laboratoriais e, quando necessário, avaliação vascular com ecodoppler peniano antes de indicar o protocolo.
- Transparência nos custos: desconfie de clínicas que não apresentam o valor das sessões de forma clara ou que prometem resultados garantidos sem avaliação individual.
A decisão de iniciar a terapia de ondas de choque para disfunção erétil deve sempre ser precedida por uma consulta com um urologista especializado, que avaliará o histórico clínico, identificará a causa da condição e indicará o protocolo mais adequado a cada caso.
O Dr. Julliano Guimarães, urologista com atuação dedicada à saúde sexual masculina, é referência no atendimento individualizado e na aplicação criteriosa de protocolos baseados em evidências científicas, oferecendo ao paciente a segurança de um diagnóstico preciso e um plano terapêutico responsável.
FAQ: perguntas frequentes sobre a terapia de ondas de choque para disfunção erétil
A terapia de ondas de choque dói?
A maioria dos pacientes relata apenas leve desconforto durante a aplicação, sem necessidade de anestesia.
Quantas sessões são suficientes para ver resultado?
O protocolo padrão é de seis sessões, mas os resultados costumam aparecer de um a três meses após o término.
O resultado é permanente?
Os efeitos duram em média de doze a vinte e quatro meses, podendo variar conforme o perfil do paciente e a causa da disfunção.
Homens jovens podem fazer o tratamento?
Sim, desde que haja indicação clínica confirmada por avaliação urológica.
É possível combinar as ondas de choque com medicamentos como o viagra?
Sim, essa combinação pode ser indicada pelo médico em casos selecionados para potencializar os resultados.
Qual é a duração de cada sessão de ondas de choque?
Cada sessão dura aproximadamente quinze a vinte minutos.
É necessário fazer exames antes de iniciar o tratamento?
Sim, o urologista geralmente solicita exames laboratoriais e pode pedir ecodoppler peniano para avaliar o fluxo sanguíneo.
A terapia funciona para disfunção erétil causada por diabetes?
Pode ser eficaz, mas a resposta tende a ser mais variável em pacientes diabéticos com neuropatia associada.
Existe risco de efeitos colaterais graves?
Os efeitos adversos relatados são raros e geralmente leves, como vermelhidão transitória ou leve sensibilidade local.
Posso trabalhar normalmente no mesmo dia da sessão?
Sim, o procedimento não exige repouso e o paciente retorna às atividades imediatamente.
A terapia de ondas de choque trata também a curvatura peniana (Peyronie)?
Existem protocolos específicos para a doença de Peyronie, mas a indicação depende da fase da doença e da avaliação médica.
É possível realizar o tratamento em clínicas de fisioterapia?
O tratamento deve ser realizado sob supervisão médica urológica; clínicas sem essa supervisão oferecem menor segurança.
O tratamento é indicado para homens com prótese peniana?
Não. A presença de implante peniano é uma contraindicação para o procedimento.
Há diferença entre os aparelhos usados pelas clínicas?
Sim, equipamentos focais e radiais têm características distintas; o médico deve indicar o mais adequado para cada caso.
Quantas vezes o tratamento pode ser repetido ao longo da vida?
Muitos protocolos permitem repetição após doze a dezoito meses, a critério médico.
A terapia melhora o tamanho do pênis?
Não. O procedimento não tem finalidade estética e não altera o tamanho peniano.
Homens sem disfunção erétil podem fazer o tratamento de forma preventiva?
Alguns estudos avaliam essa aplicação, mas atualmente a indicação consolidada é restrita a pacientes com disfunção erétil diagnosticada.
A terapia de ondas de choque pode substituir completamente o uso de medicamentos?
Em casos de disfunção leve a moderada, muitos pacientes conseguem reduzir ou eliminar o uso de medicamentos após o tratamento.
Qual é a diferença entre ondas de choque focais e radiais para disfunção erétil?
As focais entregam energia em ponto mais preciso e profundo; as radiais distribuem a energia de forma mais superficial e ampla.
O tratamento pode ser feito durante o uso de anticoagulantes?
O uso de anticoagulantes é um fator que deve ser avaliado com cautela pelo médico antes da indicação do procedimento.
Revisado pelo: Médico Urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM129.290
Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista)
Para avaliação presencial e orientação individualizada sobre procedimentos e cuidados, o atendimento ocorre em consultório em São Paulo:
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421 - sala 314
Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01401-001
Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação clínica.
Médico urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM 129.290




