índice
- 0.1 Ondas de choque para disfunção erétil funciona?
- 0.2 Para quem é indicado?
- 0.3 Preço do tratamento com ondas de choque
- 0.4 Vale a pena no seu caso?
- 1 Como funciona o procedimento?
- 2 Protocolo de tratamento: sessões e duração
- 3 Para quem o tratamento é indicado?
- 4 Quem não deve realizar o procedimento?
- 5 O que a ciência diz sobre a eficácia
- 6 Atualizações recentes e novas aplicações
- 7 Quanto custa o tratamento com ondas de choque no Brasil
- 8 O que esperar dos resultados
- 9 Perguntas frequentes sobre ondas de choque para disfunção erétil
- 9.1 As ondas de choque curam definitivamente a disfunção erétil?
- 9.2 O procedimento é doloroso?
- 9.3 Quantas sessões são necessárias para ver resultado?
- 9.4 As ondas de choque funcionam para disfunção erétil psicológica?
- 9.5 É possível combinar as ondas de choque com medicamentos como Viagra ou Cialis?
- 9.6 Existe risco de lesão peniana com o procedimento?
- 9.7 Quanto tempo dura o efeito do tratamento?
- 9.8 Homens com diabetes podem fazer o tratamento?
- 9.9 O plano de saúde cobre as sessões de ondas de choque?
- 9.10 Qual a diferença entre ondas de choque focais e radiais?
- 9.11 É necessário fazer exames antes de iniciar o tratamento?
- 9.12 Homens jovens com disfunção erétil podem fazer o tratamento?
- 9.13 As ondas de choque podem ser feitas após cirurgia de próstata?
- 9.14 O procedimento interfere na fertilidade masculina?
- 9.15 Posso retomar as atividades normais após cada sessão?
- 9.16 As ondas de choque aumentam o tamanho do pênis?
- 9.17 Há contraindicação para homens com marca-passo?
- 9.18 Qual a idade mínima para fazer o tratamento?
- 9.19 As ondas de choque podem tratar a doença de Peyronie?
- 9.20 O tratamento precisa ser repetido periodicamente?
A terapia por ondas de choque de baixa intensidade é um procedimento feito em consultório que aplica pulsos acústicos na região peniana, com foco em melhorar a circulação local e a qualidade do tecido. Por isso, é mais citada quando a disfunção erétil tem componente vascular (fluxo sanguíneo).
Ondas de choque para disfunção erétil funciona?
Sim. Em geral, tende a ter melhor resposta em disfunção erétil leve a moderada, especialmente quando há sinais de causa circulatória. Os resultados costumam ser progressivos, aparecendo ao longo de semanas, e variam conforme idade, gravidade do quadro e controle de fatores como diabetes, hipertensão, sedentarismo, tabagismo e estresse.
Para quem é indicado?
É uma opção frequentemente considerada quando existe:
- Suspeita de disfunção erétil vasculogênica
- Resposta parcial a medicamentos, com objetivo de melhorar a performance
- Preferência por uma abordagem não invasiva, com baixa interrupção da rotina
Em quadros graves ou quando há outras causas predominantes, o benefício pode ser menor e a avaliação individual faz diferença.
Preço do tratamento com ondas de choque
O valor varia por cidade, clínica, equipamento, protocolo e se há cobrança por sessão ou por pacote. Para referência, muitas clínicas trabalham com faixas como:
R$ 1.000 a R$ 1.200
R$ 6.000 a R$ 7.200
R$ 10.000 a R$ 14.400
Valores médios de mercado: podem variar por cidade, clínica, equipamento e protocolo. A consulta de avaliação pode ser cobrada à parte, dependendo do serviço.
Vale a pena no seu caso?
A resposta depende do diagnóstico da causa, do grau da disfunção erétil e do objetivo do paciente, reduzir dependência de remédios, melhorar resposta, recuperar firmeza, ou combinar estratégias.
Ou siga com a leitura completa da matéria: Como funciona o procedimento? Protocolo de tratamento (sessões e duração) entre outros…

Como funciona o procedimento?
Durante a sessão, um aparelho de ondas de choque é posicionado externamente sobre o pênis e o períneo. O equipamento emite pulsos acústicos de forma controlada ao longo de diferentes regiões do tecido peniano, seguindo um protocolo definido pelo médico.
O mecanismo de ação envolve três processos principais:
- Neoangiogênese: Estímulo à formação de novos capilares sanguíneos, melhorando o fluxo arterial para os corpos cavernosos
- Liberação de fatores de crescimento: As ondas ativam moléculas como VEGF e eNOS, essenciais para a saúde vascular e para a ereção
- Ativação de células-tronco locais: Promove a regeneração do tecido cavernoso lesado por fatores como aterosclerose ou diabetes
O procedimento é realizado em consultório, sem anestesia, sem internação e sem cortes. A maioria dos pacientes relata apenas uma leve sensação de formigamento ou pressão durante a aplicação.
Protocolo de tratamento: sessões e duração
O protocolo mais estudado e aplicado na prática clínica envolve entre 6 e 12 sessões, com frequência geralmente semanal ou bissemanal. Cada sessão dura entre 15 e 30 minutos.
| Parâmetro | Detalhes Típicos |
|---|---|
| Número de sessões | 6 a 12 sessões |
| Frequência | 1 a 2 vezes por semana |
| Duração por sessão | 15 a 30 minutos |
| Tipo de onda | Baixa intensidade (LI-ESWT) |
| Anestesia | Não necessária |
| Recuperação | Imediata |
| Local | Consultório médico |
Após o ciclo inicial, alguns protocolos preveem uma fase de manutenção com sessões mensais para prolongar os resultados.
Para quem o tratamento é indicado?
A terapia com ondas de choque é indicada principalmente para homens com disfunção erétil de origem vasculogênica, ou seja, quando a causa está relacionada a problemas no fluxo sanguíneo peniano. Esse é o tipo mais prevalente, especialmente em pacientes com:
- Diabetes mellitus
- Hipertensão arterial
- Dislipidemia
- Síndrome metabólica
- Histórico de tabagismo
- Disfunção erétil leve a moderada sem resposta satisfatória a medicamentos orais (como sildenafil e tadalafil)
O tratamento também tem sido estudado como abordagem de reabilitação peniana pós-prostatectomia radical, contribuindo para a recuperação da função erétil em homens submetidos a cirurgia oncológica.
Quem não deve realizar o procedimento?
Nem todos os pacientes são candidatos ao tratamento. As contraindicações incluem:
- Coagulopatias graves ou uso de anticoagulantes em doses terapêuticas (avaliar caso a caso)
- Implante peniano já instalado
- Infecção ativa na região tratada
- Neoplasias na área de aplicação
- Disfunção erétil de causa exclusivamente psicogênica (nesse caso, a psicoterapia e a terapia sexual são as abordagens de primeira linha)
A avaliação médica individualizada é indispensável para determinar a indicação correta.
O que a ciência diz sobre a eficácia
A eficácia da LI-ESWT para disfunção erétil é respaldada por estudos clínicos randomizados e revisões sistemáticas publicadas em periódicos de referência internacional.
Uma revisão publicada no Journal of Sexual Medicine analisou múltiplos estudos controlados e concluiu que a terapia com ondas de choque produziu melhora estatisticamente significativa nos escores de função erétil (IIEF-EF) em comparação com o grupo placebo, especialmente em pacientes com disfunção erétil vasculogênica leve a moderada.
Outro ponto relevante apontado pela literatura é o potencial modificador da doença: enquanto os medicamentos orais atuam de forma sintomática, as ondas de choque buscam tratar a causa subjacente, com efeitos que podem persistir por 12 a 24 meses após o término do tratamento em parte dos pacientes.
| Comparativo | Medicamentos Orais | Ondas de Choque |
|---|---|---|
| Mecanismo | Sintomático | Regenerativo/vascular |
| Forma de uso | Sob demanda ou diário | Ciclo de sessões |
| Invasividade | Nenhuma | Mínima (externo) |
| Duração do efeito | Enquanto em uso | Potencialmente duradouro |
| Indicação principal | DE leve, moderada e grave | DE leve a moderada vasculogênica |
| Efeitos adversos | Cefaleia, rubor, congestão nasal | Raros; leve desconforto local |
É importante ressaltar que a resposta ao tratamento varia de acordo com o grau de comprometimento vascular, a presença de comorbidades e a adesão ao protocolo prescrito.
Atualizações recentes e novas aplicações
Nos últimos anos, pesquisas têm ampliado o horizonte de aplicação das ondas de choque na urologia. Entre as novidades mais relevantes:
- Combinação com PRP (plasma rico em plaquetas): alguns centros especializados vêm adotando a associação das ondas de choque com a aplicação de PRP para potencializar os efeitos regenerativos, embora essa combinação ainda necessite de mais estudos de longo prazo
- Uso em pacientes não respondedores a PDE5i: estudos recentes sugerem que a LI-ESWT pode reabilitar parcialmente a resposta vascular em homens que perderam a eficácia com medicamentos orais
- Protocolos de manutenção personalizados: centros de referência têm adotado protocolos individualizados, ajustando intensidade, número de pulsos e frequência das sessões conforme o perfil clínico de cada paciente
- Integração com monitoramento por ultrassonografia: o uso de doppler peniano antes e após o tratamento permite avaliar objetivamente as mudanças no fluxo sanguíneo e ajustar o protocolo de forma mais precisa
Quanto custa o tratamento com ondas de choque no Brasil
O custo do tratamento varia conforme a cidade, a clínica, o equipamento utilizado e o número de sessões do protocolo. Em geral, os valores praticados no Brasil em 2025 e 2026 seguem a seguinte referência:
| Configuração | Faixa de Preço Estimada |
|---|---|
| Capitais e grandes centros | R$ 1.000 |
| Cidades do interior | R$ 650 a R$ 800 |
Atualmente, o procedimento não é coberto pela maioria dos planos de saúde no Brasil, pois ainda está em processo de incorporação pelo sistema regulatório da ANS. Alguns convênios médicos já oferecem cobertura parcial, por isso vale verificar diretamente com a operadora.
A tecnologia do equipamento também influencia o custo: aparelhos de ondas de choque focais tendem a ser mais precisos e podem ter valores superiores aos radiais, mas a indicação de cada tipo depende da avaliação clínica.
O que esperar dos resultados
A resposta clínica à terapia com ondas de choque não é imediata. Os efeitos biológicos, como a neoangiogênese, ocorrem de forma gradual. A maioria dos pacientes começa a perceber melhora entre a quarta semana e o terceiro mês após o início do tratamento.
Os resultados mais comuns relatados incluem:
- Melhora na rigidez e na sustentação da ereção
- Maior confiança e redução da ansiedade de desempenho
- Possibilidade de retomada da resposta a medicamentos orais em pacientes que tinham perdido a eficácia
- Melhora nos escores do questionário IIEF (Índice Internacional de Função Erétil)
É fundamental ter expectativas realistas. O tratamento não promete cura universal, mas representa uma abordagem terapêutica relevante e com base científica crescente, especialmente quando conduzido por urologista experiente e com equipamento adequado.
A escolha pelo tratamento mais adequado para a disfunção erétil exige avaliação clínica criteriosa, baseada em evidências e conduzida por um especialista de confiança.
A terapia com ondas de choque representa um avanço significativo na urologia contemporânea, mas seus resultados dependem diretamente da precisão diagnóstica e da qualidade técnica da condução do protocolo.
O Dr. Julliano Guimarães, urologista com experiência em saúde sexual masculina, está à disposição para avaliar seu caso de forma individualizada, esclarecer dúvidas e indicar o tratamento mais adequado ao seu perfil clínico. Agende uma consulta e tome decisões sobre sua saúde com base em informação qualificada e orientação especializada.
Perguntas frequentes sobre ondas de choque para disfunção erétil
As ondas de choque curam definitivamente a disfunção erétil?
O tratamento pode produzir melhora duradoura, mas não garante cura definitiva em todos os casos; resultados variam conforme o perfil clínico do paciente.
O procedimento é doloroso?
A maioria dos pacientes relata apenas leve desconforto ou formigamento durante a aplicação, sem necessidade de anestesia.
Quantas sessões são necessárias para ver resultado?
Em geral, os primeiros resultados são percebidos entre a quarta semana e o terceiro mês, após um ciclo de 6 a 12 sessões.
As ondas de choque funcionam para disfunção erétil psicológica?
Não. O procedimento é indicado para causas vasculogênicas; disfunção de origem psicogênica requer abordagem psicoterápica e sexual.
É possível combinar as ondas de choque com medicamentos como Viagra ou Cialis?
Sim, a combinação pode ser indicada pelo médico em determinados casos para potencializar os resultados.
Existe risco de lesão peniana com o procedimento?
Quando realizado por profissional habilitado com equipamento adequado, o risco de lesão é extremamente baixo.
Quanto tempo dura o efeito do tratamento?
Estudos relatam efeitos que podem durar de 12 a 24 meses em parte dos pacientes, podendo ser prolongados com sessões de manutenção.
Homens com diabetes podem fazer o tratamento?
Sim, desde que avaliados individualmente pelo urologista, sendo esta inclusive uma das indicações mais estudadas.
O plano de saúde cobre as sessões de ondas de choque?
Atualmente a maioria dos planos não cobre, pois o procedimento ainda está em processo de incorporação regulatória pela ANS.
Qual a diferença entre ondas de choque focais e radiais?
As focais concentram a energia em um ponto específico com maior precisão; as radiais dispersam a energia de forma mais ampla, sendo mais comuns em clínicas.
É necessário fazer exames antes de iniciar o tratamento?
Sim, a avaliação clínica e o doppler peniano são frequentemente solicitados para confirmar a causa vascular e planejar o protocolo.
Homens jovens com disfunção erétil podem fazer o tratamento?
Sim, desde que a causa seja vasculogênica ou mista; o urologista avaliará a indicação conforme a etiologia identificada.
As ondas de choque podem ser feitas após cirurgia de próstata?
Sim, a reabilitação peniana pós-prostatectomia é uma das aplicações estudadas e com protocolos específicos.
O procedimento interfere na fertilidade masculina?
Não há evidências científicas de que a LI-ESWT comprometa a fertilidade ou a produção de espermatozoides.
Posso retomar as atividades normais após cada sessão?
Sim, o procedimento não exige repouso e o paciente pode retornar às atividades cotidianas imediatamente.
As ondas de choque aumentam o tamanho do pênis?
Não. O objetivo é melhorar a função erétil vascular; o procedimento não tem indicação para aumento de tamanho.
Há contraindicação para homens com marca-passo?
O uso de marca-passo é uma contraindicação relativa que deve ser avaliada com cuidado pelo médico antes da indicação.
Qual a idade mínima para fazer o tratamento?
Não há uma idade mínima definida, mas o tratamento é voltado para adultos com diagnóstico estabelecido de disfunção erétil.
As ondas de choque podem tratar a doença de Peyronie?
Sim, a terapia com ondas de choque também é utilizada no tratamento da doença de Peyronie para redução da curvatura peniana e da dor.
O tratamento precisa ser repetido periodicamente?
Alguns pacientes se beneficiam de ciclos de manutenção após o protocolo inicial, conforme orientação individualizada do urologista.
Revisado pelo: Médico Urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM129.290
Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista)
Para avaliação presencial e orientação individualizada sobre procedimentos e cuidados, o atendimento ocorre em consultório em São Paulo:
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421 - sala 314
Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01401-001
Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação clínica.
Médico urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM 129.290




