índice
- 1 Quando a varicocele precisa de tratamento
- 2 Acompanhamento sem cirurgia
- 3 Tratamento da dor causada pela varicocele
- 4 Varicocelectomia microcirúrgica
- 5 Embolização da varicocele
- 6 Microcirurgia ou embolização: qual é melhor?
- 7 Outras técnicas cirúrgicas
- 8 Como é a recuperação após o tratamento
- 9 Quando o espermograma pode melhorar
- 10 Riscos e possíveis complicações
- 11 Qual tratamento é adequado para o seu caso?
- 12 Perguntas frequentes sobre o tratamento da varicocele
- 12.1 Remédio cura a varicocele?
- 12.2 Toda varicocele precisa de cirurgia?
- 12.3 Qual é o melhor tratamento para varicocele?
- 12.4 A embolização é menos eficaz que a cirurgia?
- 12.5 A cirurgia melhora a infertilidade masculina?
- 12.6 Quanto tempo depois da cirurgia o espermograma melhora?
- 12.7 A dor sempre desaparece após o tratamento?
- 12.8 A varicocele pode voltar depois da cirurgia?
- 12.9 Adolescentes com varicocele precisam operar?
- 12.10 É possível ter filhos sem tratar a varicocele?
- 12.11 A cirurgia aumenta a testosterona?
- 12.12 Varicocele bilateral pode ser tratada dos dois lados?
Os tratamentos para a varicocele incluem acompanhamento clínico, medidas para aliviar o desconforto, cirurgia microcirúrgica e embolização das veias afetadas. Nem todo homem precisa ser operado: a intervenção costuma ser considerada quando há dor persistente, alteração no espermograma associada à infertilidade, redução do volume testicular ou outra repercussão comprovada.
O tratamento definitivo não consiste em “desinchar” as veias com medicamentos. Quando a correção é indicada, o objetivo é interromper o refluxo de sangue nas veias dilatadas e redirecionar a circulação para vasos saudáveis. A técnica mais adequada depende da idade, dos sintomas, da fertilidade, do exame físico e dos resultados dos exames.
A varicocele é uma dilatação das veias que drenam os testículos. Em muitos pacientes, ela permanece estável e não interfere na saúde reprodutiva. Em outros, pode estar relacionada a desconforto escrotal, diminuição do testículo ou piora da produção de espermatozoides. Para entender melhor a condição antes de comparar as opções terapêuticas, veja também o que é a varicocele e o que ela pode causar.
Indicado quando não há dor relevante, perda de volume testicular ou prejuízo reprodutivo demonstrado.
Analgésicos, suporte escrotal e ajustes temporários na rotina podem aliviar a dor, mas não corrigem o refluxo venoso.
Permite tratar as veias dilatadas com preservação da artéria testicular e dos vasos linfáticos.
Bloqueia a veia por cateterismo e pode ser considerada em situações selecionadas ou em casos de recorrência.
Quando a varicocele precisa de tratamento
O simples achado de veias dilatadas no ultrassom não determina a necessidade de intervenção. A decisão deve considerar se a varicocele é palpável no exame físico e se existe impacto real sobre o paciente.
Os cenários que mais frequentemente justificam discutir a correção são:
- Infertilidade com alteração seminal: homem tentando ter filhos, com varicocele palpável e espermograma alterado, após avaliação do casal.
- Dor escrotal persistente: peso ou desconforto que não melhora com medidas conservadoras e não é explicado por outra doença.
- Redução ou atraso do crescimento testicular: situação especialmente importante em adolescentes, desde que a diferença de volume seja persistente em avaliações sucessivas.
- Casos clínicos selecionados: homens com varicocele palpável e alteração hormonal podem ter a possibilidade de correção discutida individualmente, sem garantia de normalização da testosterona.
Varicocele subclínica não costuma ser operada. Quando a alteração aparece somente no ultrassom, não é palpável e não há repercussão clínica ou reprodutiva, o acompanhamento geralmente é mais apropriado do que a intervenção.
Nos casos de infertilidade, o espermograma não deve ser interpretado isoladamente. O tempo de tentativa, a idade e a reserva ovariana da parceira, o planejamento familiar e outras possíveis causas masculinas também influenciam a decisão. A correção da varicocele pode melhorar parâmetros seminais em pacientes bem selecionados, mas não garante gravidez e não substitui a avaliação completa da infertilidade masculina e de suas possibilidades de tratamento.
Acompanhamento sem cirurgia
Homens assintomáticos, com testículos de volume preservado e sem evidência de comprometimento da fertilidade podem ser acompanhados. O intervalo das consultas e a necessidade de repetir exames dependem da idade e do motivo pelo qual a varicocele foi identificada.
O acompanhamento pode incluir:
- exame físico periódico;
- comparação do volume dos testículos, principalmente em adolescentes;
- espermograma quando existe preocupação com fertilidade;
- ultrassom com Doppler quando o exame físico é inconclusivo ou há suspeita de persistência ou recorrência;
- avaliação hormonal em pacientes com sinais clínicos que justifiquem essa investigação.
Esse tipo de conduta não significa ignorar a condição. O objetivo é evitar um procedimento desnecessário sem perder a oportunidade de tratar caso surjam dor, redução testicular ou alterações reprodutivas.
Tratamento da dor causada pela varicocele
Quando o principal problema é o desconforto, o primeiro passo é confirmar se a dor realmente vem da varicocele. Infecções, hérnias, alterações musculares, cálculo urinário, doenças do epidídimo e outras condições podem produzir sintomas semelhantes.
Se não houver sinal de urgência, o urologista pode orientar inicialmente:
- redução temporária de atividades que agravam o desconforto;
- uso de suporte escrotal para diminuir a tração local;
- analgésicos ou anti-inflamatórios quando forem adequados ao histórico do paciente;
- observação da intensidade, da duração e das situações que desencadeiam a dor.
Essas medidas aliviam os sintomas, mas não eliminam a varicocele. Quando a dor é persistente, típica da condição e interfere na rotina apesar do tratamento conservador, a correção pode ser discutida.
Varicocelectomia microcirúrgica
A varicocelectomia é a cirurgia que interrompe o fluxo nas veias com refluxo. Na abordagem microcirúrgica, o urologista utiliza magnificação para diferenciar as veias dilatadas da artéria testicular, dos vasos linfáticos e do ducto deferente.
A incisão pode ser feita na região inguinal ou logo abaixo dela, na abordagem subinguinal. As veias responsáveis pelo refluxo são ligadas, enquanto as estruturas que mantêm a irrigação, a drenagem linfática e o transporte dos espermatozoides são preservadas.
Por que a microcirurgia costuma ser preferida
A visualização ampliada reduz a chance de deixar veias relevantes sem tratamento e facilita a preservação de estruturas delicadas. Por isso, a abordagem microcirúrgica apresenta, em geral, menor risco de recorrência e de hidrocele do que técnicas sem magnificação.
Maior precisão anatômica
A magnificação ajuda a identificar veias pequenas e a preservar a artéria testicular e os vasos linfáticos.
Menor risco de hidrocele
A preservação dos vasos linfáticos reduz a possibilidade de acúmulo de líquido ao redor do testículo.
Baixa recorrência
O tratamento cuidadoso dos ramos venosos diminui a chance de persistência ou reaparecimento da varicocele.
Incisão limitada
A abordagem subinguinal evita uma incisão abdominal ampla, embora continue sendo um procedimento cirúrgico.
Mesmo com uma técnica precisa, o resultado não é idêntico para todos. A melhora da dor, do espermograma ou da fertilidade depende da indicação correta, do tempo de evolução, da função testicular e de fatores do casal.
Embolização da varicocele
A embolização é um tratamento endovascular realizado por radiologia intervencionista. Em vez de acessar diretamente o cordão espermático, o especialista introduz um cateter por uma veia e o conduz até o sistema venoso testicular.
Após identificar o refluxo por contraste, a veia é bloqueada com materiais de embolização, como pequenas espirais metálicas, substâncias esclerosantes ou uma combinação de recursos. O sangue passa a retornar por outras veias.
Como não exige incisão na região inguinal ou escrotal, a embolização pode proporcionar recuperação inicial mais simples. Ela também pode ser útil quando a varicocele persiste ou reaparece após uma cirurgia, pois permite avaliar a anatomia venosa por outra via.
Por outro lado, nem sempre é possível alcançar e bloquear a veia desejada. O método envolve exposição a contraste e radiação, além de riscos pouco frequentes relacionados à punção, trombose, deslocamento do material ou lesão venosa. A disponibilidade também depende de equipe e estrutura especializadas.
Microcirurgia ou embolização: qual é melhor?
Não existe uma resposta única para todos os pacientes. A microcirurgia costuma ser a principal referência quando o objetivo é obter uma correção precisa com baixa recorrência e preservação linfática. A embolização é uma alternativa válida em casos selecionados, especialmente quando se deseja evitar uma nova incisão ou tratar uma recorrência.
| Critério | Microcirurgia | Embolização |
|---|---|---|
| Acesso | Pequena incisão inguinal ou subinguinal. | Punção de uma veia e passagem de cateter. |
| Profissional responsável | Urologista com treinamento na técnica. | Radiologista intervencionista. |
| Como interrompe o refluxo | Ligadura das veias dilatadas sob magnificação. | Oclusão interna da veia com materiais de embolização. |
| Preservação linfática | Visualização direta facilita a preservação dos vasos linfáticos. | Não há dissecção do cordão espermático. |
| Limitações principais | Exige anestesia, incisão e treinamento microcirúrgico. | Pode haver dificuldade técnica para acessar a veia e necessidade de contraste e radiação. |
| Quando pode ser considerada | Tratamento inicial de casos com indicação bem definida. | Alternativa em casos selecionados ou após recorrência cirúrgica. |
Deslize a tabela para os lados para comparar.
Outras técnicas cirúrgicas
A varicocele também pode ser tratada por cirurgia aberta sem microscópio, abordagem retroperitoneal ou laparoscopia. Esses métodos interrompem as veias responsáveis pelo refluxo, mas oferecem menor capacidade de identificar pequenos ramos venosos e preservar vasos linfáticos quando comparados à microcirurgia.
As técnicas convencionais continuam disponíveis e podem ter indicações específicas conforme a experiência da equipe e a situação do paciente. No entanto, tendem a apresentar maior possibilidade de recorrência ou hidrocele. A escolha não deve ser feita apenas pelo tamanho da incisão ou pelo nome do procedimento.
Não existe comprimido, pomada ou exercício capaz de corrigir a dilatação das veias. Medicamentos podem controlar a dor, mas a correção do refluxo depende de cirurgia ou tratamento endovascular quando há indicação.
Como é a recuperação após o tratamento
A recuperação varia conforme a técnica, o tipo de anestesia, a extensão do tratamento, a profissão e a resposta individual. Muitos procedimentos são realizados sem internação prolongada, mas o retorno às atividades deve seguir a orientação da equipe responsável.
- Primeiros dias: repouso relativo, cuidado com a incisão ou o local da punção e uso das medicações prescritas.
- Atividades leves: costumam ser retomadas de forma gradual quando a dor e o inchaço estão controlados.
- Esforço físico: musculação, corrida, bicicleta, esportes e levantamento de peso devem aguardar liberação médica.
- Atividade sexual: o retorno depende da cicatrização e do conforto, sem um prazo idêntico para todos.
- Acompanhamento: a consulta de revisão verifica cicatrização, persistência de dor e possíveis sinais de complicação.
Inchaço discreto, sensibilidade e hematoma local podem ocorrer no início. Febre, dor intensa, aumento progressivo do escroto, secreção na incisão, sangramento importante ou mal-estar exigem contato com a equipe médica.
Quando o espermograma pode melhorar
A formação de novos espermatozoides leva cerca de dois a três meses. Por isso, o resultado reprodutivo não deve ser julgado nos primeiros dias após a correção. O primeiro espermograma de controle costuma ser solicitado após aproximadamente três meses, podendo ser repetido conforme a evolução.
Contagem, motilidade e outros parâmetros podem melhorar ao longo de mais de um ciclo de produção espermática. Mesmo assim, alguns homens apresentam pouca mudança ou continuam precisando de reprodução assistida. A idade da parceira e o tempo disponível para tentar uma gravidez devem fazer parte do planejamento antes do procedimento.
Riscos e possíveis complicações
Todo tratamento invasivo envolve riscos. Na cirurgia, podem ocorrer hematoma, infecção, dor persistente, hidrocele, recorrência e, raramente, lesão arterial com comprometimento testicular. Na embolização, também podem ocorrer falha de acesso, reação ao contraste, inflamação venosa, sangramento e deslocamento do material utilizado.
A frequência dessas complicações varia conforme a técnica, a anatomia, a experiência da equipe e as condições do paciente. Discutir benefícios, limitações e alternativas antes de decidir é parte essencial do tratamento.
Qual tratamento é adequado para o seu caso?
A indicação depende do exame físico, dos sintomas, do volume testicular, do espermograma e dos objetivos reprodutivos. Uma consulta permite diferenciar os casos que precisam apenas de acompanhamento daqueles que podem se beneficiar da correção.
Veja como funciona e quanto custa a consulta com o urologistaPerguntas frequentes sobre o tratamento da varicocele
Remédio cura a varicocele?
Não. Medicamentos podem aliviar dor e inflamação, mas não corrigem as veias dilatadas nem o refluxo. A correção definitiva, quando necessária, é cirúrgica ou endovascular.
Toda varicocele precisa de cirurgia?
Não. Muitos homens não apresentam dor, diminuição testicular ou alteração de fertilidade e podem ser acompanhados sem intervenção.
Qual é o melhor tratamento para varicocele?
A microcirurgia costuma apresentar baixa recorrência e menor risco de hidrocele, mas a melhor escolha depende da indicação, da anatomia, de cirurgias anteriores e da disponibilidade de uma equipe habilitada.
A embolização é menos eficaz que a cirurgia?
Os resultados variam entre os serviços e os perfis de pacientes. A embolização é uma opção reconhecida, mas pode apresentar falha técnica e não substitui automaticamente a microcirurgia em todos os casos.
A cirurgia melhora a infertilidade masculina?
Pode melhorar parâmetros seminais e as chances reprodutivas quando existe varicocele palpável, espermograma alterado e indicação adequada. Não há garantia de gravidez.
Quanto tempo depois da cirurgia o espermograma melhora?
As primeiras mudanças costumam ser avaliadas após cerca de três meses. A evolução pode continuar ao longo dos meses seguintes, conforme novos ciclos de produção espermática.
A dor sempre desaparece após o tratamento?
Não. A chance de melhora é maior quando a dor apresenta características compatíveis com varicocele e outras causas foram afastadas. Ainda assim, pode haver persistência do sintoma.
A varicocele pode voltar depois da cirurgia?
Sim. A recorrência é possível, embora seja menos frequente após uma abordagem microcirúrgica bem executada. Persistência de veias ou desenvolvimento de novas rotas venosas podem explicar o retorno.
Adolescentes com varicocele precisam operar?
Não necessariamente. A correção costuma ser discutida quando existe diferença persistente no tamanho dos testículos, dor relevante ou outra repercussão demonstrada durante o acompanhamento.
É possível ter filhos sem tratar a varicocele?
Sim. Muitos homens com varicocele são férteis. O diagnóstico isolado não permite prever infertilidade e não é motivo suficiente para operar.
A cirurgia aumenta a testosterona?
Alguns homens com varicocele clínica e testosterona baixa podem apresentar melhora, mas esse resultado não é garantido. A indicação deve considerar sintomas, exames hormonais e outras causas de deficiência.
Varicocele bilateral pode ser tratada dos dois lados?
Sim. Quando há indicação clínica bilateral, os dois lados podem ser corrigidos no mesmo planejamento. A decisão depende do exame e da técnica escolhida.
Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista)
Para avaliação presencial e orientação individualizada sobre procedimentos e cuidados, o atendimento ocorre em consultório em São Paulo:
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421 - sala 314
Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01401-001
Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação clínica.
Médico urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM 129.290




