índice
- 1 Principais remédios para ejaculação precoce
- 2 Novidades e atualizações no tratamento
- 3 Comparativo entre as principais opções terapêuticas
- 4 Quando o tratamento medicamentoso deve ser associado à psicoterapia?
- 5 Contraindicações e cuidados essenciais
- 6 O que todo mundo pergunta
- 6.1 O que é ejaculação precoce primária?
- 6.2 Qual remédio é mais indicado para ejaculação precoce?
- 6.3 A ejaculação precoce tem cura com remédio?
- 6.4 É possível tratar ejaculação precoce sem medicamento?
- 6.5 O Viagra ajuda na ejaculação precoce?
- 6.6 Quantas horas antes devo tomar a dapoxetina?
- 6.7 A ejaculação precoce tem relação com testosterona baixa?
- 6.8 O spray anestésico causa dormência na parceira?
- 6.9 Ejaculação precoce é hereditária?
- 6.10 Com que frequência posso usar a dapoxetina?
- 6.11 Ejaculação precoce pode ser sinal de outro problema de saúde?
- 6.12 Remédio para ansiedade ajuda na ejaculação precoce?
- 6.13 É possível combinar dapoxetina com sildenafil?
- 6.14 Quanto tempo dura o efeito da dapoxetina?
- 6.15 Existe tratamento definitivo para ejaculação precoce?
- 6.16 Exercício físico ajuda a tratar ejaculação precoce?
- 6.17 A parceira pode influenciar no tratamento?
- 6.18 Ejaculação precoce piora com a idade?
- 6.19 Posso comprar remédio para ejaculação precoce sem receita?
- 6.20 Quais exames são necessários antes de iniciar o tratamento?
A ejaculação precoce é definida clinicamente como a ocorrência de ejaculação de forma persistente ou recorrente com estimulação sexual mínima, antes, durante ou logo após a penetração, causando sofrimento ao indivíduo ou ao casal. A Associação Americana de Urologia classifica o quadro em dois tipos principais:
- Ejaculação precoce primária (ou vitalícia): presente desde as primeiras experiências sexuais, geralmente com base neurobiológica.
- Ejaculação precoce secundária (ou adquirida): surge após um período de função sexual normal, podendo estar relacionada a causas psicológicas, hormonais ou orgânicas.
Principais remédios para ejaculação precoce
O tratamento medicamentoso é indicado quando o quadro é persistente, causa sofrimento significativo e não responde exclusivamente a abordagens comportamentais.
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)
Os ISRS são a classe de medicamentos mais utilizada no tratamento da ejaculação precoce. Eles atuam aumentando os níveis de serotonina na fenda sináptica, o que eleva o limiar ejaculatório e prolonga o tempo de latência até a ejaculação. Os principais fármacos dessa classe utilizados nesse contexto são:
| Medicamento | Tipo de Uso | Tempo/Efeito | Observações |
|---|---|---|---|
| Dapoxetina | Sob demanda | 1 a 3 horas antes | Único ISRS aprovado especificamente para EP. |
| Paroxetina | Contínuo | 1 a 2 semanas | Alta eficácia, mas uso off-label. |
| Sertralina | Contínuo | 1 a 2 semanas | Boa tolerabilidade. |
| Fluoxetina | Contínuo | 2 a 4 semanas | Efeito mais tardio. |
| Clomipramina | Contínuo/Demanda | 3 a 8 horas antes | Antidepressivo tricíclico, alta eficácia. |
Dapoxetina: é o único medicamento aprovado especificamente para o tratamento da ejaculação precoce no Brasil e em diversos países. Por ter meia-vida curta, é indicado para uso sob demanda, ou seja, tomado horas antes da atividade sexual. Está disponível nas doses de 30 mg e 60 mg. Estudos clínicos demonstraram aumento médio de 2,5 a 3 vezes no tempo de latência intravaginal ejaculatória (IELT) em comparação ao placebo.
Paroxetina: entre os ISRS de uso contínuo, é considerada a mais eficaz para ejaculação precoce, com maior aumento do IELT em estudos comparativos. No entanto, seu uso para esse fim é off-label no Brasil, o que significa que não está registrada especificamente para essa indicação.
Sertralina e fluoxetina: são alternativas com perfil de segurança bem documentado, frequentemente utilizadas quando há comorbidade com ansiedade ou depressão associada ao quadro.
Clomipramina: antidepressivo tricíclico que também eleva os níveis de serotonina. Pode ser usado tanto de forma contínua quanto sob demanda. Apresenta alta eficácia, porém com maior incidência de efeitos colaterais como boca seca, sonolência e constipação.
Anestésicos tópicos
Os anestésicos tópicos são aplicados diretamente na glande e na região peniana para reduzir a sensibilidade local, retardando o reflexo ejaculatório. São uma opção não sistêmica, sem efeitos sobre o sistema nervoso central.
| Produto | Composição | Forma de Aplicação |
|---|---|---|
| EMLA (creme) | Lidocaína 2,5% + Prilocaína 2,5% | Aplicado 20 a 30 min antes |
| Spray de lidocaína | Lidocaína 4% ou 10% | Aplicado 5 a 15 min antes |
| PSD502 (spray) | Lidocaína 7,5% + Prilocaína 2,5% | Específico para EP |
O PSD502, também conhecido como Fortacin no mercado europeu, é um spray desenvolvido especificamente para ejaculação precoce. Estudos mostram aumento significativo no IELT sem anestesia da parceira quando utilizado corretamente com preservativo.
Cuidados importantes com os anestésicos tópicos:
- Devem ser removidos (ou o preservativo utilizado) antes da penetração para evitar dormência na parceira
- Não devem ser usados em mucosas sem orientação médica
- O uso excessivo pode comprometer a qualidade da ereção
Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iPDE5)
Os iPDE5, como o sildenafil, tadalafil e vardenafil, são conhecidos principalmente pelo tratamento da disfunção erétil. No entanto, estudos indicam que eles também podem ser benéficos para homens com ejaculação precoce, especialmente quando há comorbidade com disfunção erétil.
O mecanismo de ação nesse contexto envolve redução da ansiedade de desempenho sexual, manutenção da ereção após a ejaculação e possível modulação do reflexo ejaculatório via vias nitrérgicas.
A combinação de iPDE5 com ISRS tem sido estudada em casos refratários, com resultados promissores, e deve ser sempre supervisionada por um urologista.
Tramadol
O tramadol é um analgésico opioide que demonstrou efeito retardador da ejaculação em estudos clínicos. Age sobre receptores opioides e também inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina.
É utilizado off-label em doses baixas (25 a 50 mg) sob demanda. Apesar da eficácia documentada, seu uso é limitado pelo potencial de dependência e pelos efeitos adversos como náusea, tontura e sedação, não sendo considerado opção de primeira linha.

Novidades e atualizações no tratamento
O campo terapêutico da ejaculação precoce está em evolução. Entre as abordagens mais recentes e em investigação:
- Moduladores do receptor de serotonina 5-HT1A: compostos que atuam de forma mais seletiva sobre o reflexo ejaculatório estão em fase de estudos clínicos avançados.
- Neuromodulação: técnicas de estimulação do nervo pudendo e de outras vias neurais estão sendo investigadas como alternativas não farmacológicas.
- Terapia combinada: protocolos que associam medicação com terapia cognitivo-comportamental sexual apresentam resultados superiores às abordagens isoladas, sendo cada vez mais recomendados pelas diretrizes internacionais.
- Medicina de precisão: pesquisas buscam identificar perfis genéticos e neurobiológicos que possam prever a resposta a determinados medicamentos, personalizando o tratamento.
Comparativo entre as principais opções terapêuticas
- Dapoxetina — ISRS de ação curta | Sob demanda | Eficácia: Alta | Efeitos adversos: Náusea, cefaleia, tontura
- Paroxetina — ISRS | Contínuo | Eficácia: Muito alta | Efeitos adversos: Redução da libido, sudorese
- Sertralina — ISRS | Contínuo | Eficácia: Alta | Efeitos adversos: Insônia, náusea
- Clomipramina — Tricíclico | Contínuo/demanda | Eficácia: Alta | Efeitos adversos: Boca seca, sonolência
- Lidocaína tópica — Anestésico local | Sob demanda | Eficácia: Moderada | Efeitos adversos: Redução da sensibilidade
- Sildenafil — PDE5 | Sob demanda | Eficácia: Moderada (EP+DE) | Efeitos adversos: Cefaleia, rubor facial
- Tramadol — Opioide/SNRI | Sob demanda | Eficácia: Alta | Efeitos adversos: Dependência, náusea
Quando o tratamento medicamentoso deve ser associado à psicoterapia?
A ejaculação precoce raramente é um fenômeno puramente físico. Fatores como ansiedade de desempenho, histórico de experiências sexuais negativas, conflitos relacionais e baixa autoestima sexual frequentemente coexistem com o quadro orgânico.
As diretrizes da International Society for Sexual Medicine (ISSM) recomendam que o tratamento combinado, unindo farmacoterapia e terapia sexual ou cognitivo-comportamental, seja considerado como abordagem preferencial em muitos casos.
A psicoterapia sexual trabalha, entre outros aspectos, técnicas de controle ejaculatório (parada-partida, compressão), reeducação das expectativas sexuais, comunicação com a parceira e redução da ansiedade antecipatória.
Contraindicações e cuidados essenciais
Antes de iniciar qualquer medicamento para ejaculação precoce, é fundamental que o paciente seja avaliado por um médico urologista. Algumas contraindicações importantes incluem:
- Dapoxetina: contraindicada em pacientes com insuficiência hepática, uso de inibidores da monoamina oxidase (IMAOs), histórico de síncope e doenças cardíacas graves.
- ISRS contínuos: podem causar síndrome de descontinuação se interrompidos abruptamente; necessitam de desmame gradual.
- Tramadol: contraindicado em pacientes com histórico de dependência a opioides.
- Anestésicos tópicos: atenção a alergias a anestésicos do tipo amida.
A automedicação representa um risco real: sem diagnóstico adequado, o paciente pode tratar um sintoma sem identificar a causa subjacente, que pode incluir prostatite, hipertireoidismo ou disfunção erétil não diagnosticada.
O tratamento da ejaculação precoce é um campo bem estabelecido na medicina, com opções terapêuticas eficazes e baseadas em evidências.
A escolha do medicamento adequado depende de uma avaliação clínica individualizada, considerando o tipo de ejaculação precoce, as comorbidades do paciente, o perfil de tolerabilidade e as preferências do indivíduo e do casal.
O Dr. Julliano Guimarães, urologista com experiência no diagnóstico e tratamento das disfunções sexuais masculinas, oferece uma abordagem técnica, criteriosa e personalizada para cada caso, orientando o paciente com segurança, precisão clínica e dentro dos mais rigorosos padrões éticos e científicos.
Se você convive com esse quadro, agendar uma consulta especializada é o primeiro e mais importante passo para retomar o controle da sua saúde sexual com qualidade e confiança.
O que todo mundo pergunta
O que é ejaculação precoce primária?
É aquela presente desde as primeiras experiências sexuais, geralmente com componente neurobiológico hereditário.
Qual remédio é mais indicado para ejaculação precoce?
A dapoxetina é o único aprovado especificamente para essa condição; os ISRS contínuos também são amplamente utilizados.
A ejaculação precoce tem cura com remédio?
O tratamento controla o quadro com eficácia, mas a cura definitiva depende da causa; casos psicogênicos respondem bem à terapia combinada.
É possível tratar ejaculação precoce sem medicamento?
Sim, por meio de técnicas comportamentais, terapia sexual e exercícios de controle ejaculatório.
O Viagra ajuda na ejaculação precoce?
Pode auxiliar quando há disfunção erétil associada, pois reduz a ansiedade de desempenho, mas não é o tratamento principal.
Quantas horas antes devo tomar a dapoxetina?
Entre 1 e 3 horas antes da atividade sexual, conforme orientação médica.
A ejaculação precoce tem relação com testosterona baixa?
Raramente; a testosterona baixa está mais associada à disfunção erétil, mas uma avaliação hormonal completa é recomendada.
O spray anestésico causa dormência na parceira?
Pode causar; por isso recomenda-se o uso de preservativo ou remoção do produto antes da penetração.
Ejaculação precoce é hereditária?
Estudos sugerem componente genético relevante na forma primária, associado a variações no transportador de serotonina.
Com que frequência posso usar a dapoxetina?
Não mais de uma vez em 24 horas; o uso deve ser orientado pelo médico conforme a necessidade individual.
Ejaculação precoce pode ser sinal de outro problema de saúde?
Sim, pode estar associada a prostatite, ansiedade generalizada, hipertireoidismo ou neuropatia periférica.
Remédio para ansiedade ajuda na ejaculação precoce?
ISRS usados para ansiedade têm efeito colateral de retardar a ejaculação, o que pode ser terapeuticamente aproveitado.
É possível combinar dapoxetina com sildenafil?
Em alguns casos sim, mas essa combinação requer avaliação médica rigorosa pelo risco de hipotensão.
Quanto tempo dura o efeito da dapoxetina?
A meia-vida é de aproximadamente 1,5 hora, com duração de efeito de 3 a 4 horas.
Existe tratamento definitivo para ejaculação precoce?
Não há um tratamento único definitivo; o controle é altamente eficaz com as abordagens disponíveis, especialmente o tratamento combinado.
Exercício físico ajuda a tratar ejaculação precoce?
Exercícios de Kegel fortalecem a musculatura pélvica e podem contribuir para maior controle ejaculatório.
A parceira pode influenciar no tratamento?
Sim, o envolvimento da parceira no processo terapêutico melhora significativamente os resultados.
Ejaculação precoce piora com a idade?
A forma adquirida pode se agravar com condições como hipertensão e diabetes; a primária tende a ser estável.
Posso comprar remédio para ejaculação precoce sem receita?
Medicamentos como ISRS e dapoxetina exigem prescrição médica; a automedicação é contraindicada.
Quais exames são necessários antes de iniciar o tratamento?
Avaliação clínica urológica, histórico sexual detalhado e, quando indicado, exames hormonais e de imagem.
Revisado pelo: Médico Urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM129.290
Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista)
Para avaliação presencial e orientação individualizada sobre procedimentos e cuidados, o atendimento ocorre em consultório em São Paulo:
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421 - sala 314
Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01401-001
Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação clínica.
Médico urologista Dr. Julliano Guimarães – CRM 129.290




